Chiang Mai – a 2ª maior cidade da Tailândia

Saudações amigos terráqueos! Passamos por Chiang Mai – a 2ª maior cidade da Tailândia, e viemos aqui compartilhar com vocês mais essa experiência que vivemos.

CURIOSIDADES: Chiang Mai – (em língua tailandesa เชียงใหม่, « rosa do norte ») é a capital cultural do norte da Tailândia e capital da província de Chiang Mai, situa-se a 800 km a norte de Bangkok, numa região montanhosa. A cidade é banhada pelo rio Ping, afluente do Chao Phraya. Ultimamente Chiang Mai tem-se desenvolvido como cidade de negócios, com muitas atrações para os milhares de turistas que a visitam. A província de Chiang Mai tem uma população estimada em 1,6 milhões de pessoas, das quais 600 a 700 milhares na cidade de Chiang Mai. Sem falar que a cidade tem mais de trezentos templos budistas, chamados localmente wats.

Pra começar, a viagem foi bem longa, de Ayutthaya a Chiang Mai foram em torno de 12h de busão, o que torna um pouco cansativo. O ar condicionado estava bem forte e como nós não pegamos blusa, ficou aquele clima fresco quase insuportável (rs)… Na próxima com certeza vamos levar a blusa quando viajarmos de bus por aqui #ficadica 😉
Alguém consegue entender o que está escrito ai? 😛

Nas paradas pela estrada, só tinha comida apimentada, como não damos conta da pimenta e não tinha como pedir sem, comemos só salgadinho, banana passa e amendoim. “Trankilo” rs

UMA OUTRA VISÃO DE CHIANG MAI
Chegamos na tão falada cidade…Chegamos em Chiang Mai!!!
Viemos pra cá loucos para realizar o sonho de conhecer a “tribo das pescoçadas” (tribo Kayan ou Long Neck Laddies). Mais chegando aqui vimos que a coisa não é bem assim… o negócio é o que chamamos de “circo pra turista”. Um lugar onde tem todo tipo de entretenimento envolvendo animais, principalmente os elefantes. E logo mais à frente, dentro do mesmo complexo, tem a tribo, com algumas delas que são refugiadas na Tailândia vindas de Myanmar durante um conflito militar no final dos anos 80.  Acontece que elas são proibidas de sair do vilarejo… não sabemos o quanto elas estão ali por livre espontânea vontade ou pressão… Como podemos ver esse lugar que faz “circo com animais” e no fim do circuito tem uma tribo de pescoçadas, como um lugar de boa índole para com os seres??? Enfim, não sentimos vontade de ir até lá. Ainda mais que em nossa rota temos Myanmar, e podemos encontrar com elas por lá.
Ficamos pensando muito nos animais aturando um bando de humanos todos os dias. Lembrei do meu cachorro qdo eu levava pra festivais, ele ficava de saco cheio de tanta gente estranha passando a mão nele, saia andando pro cantinho dele, bufando às vezes, só queria ficar quieto no canto dele na boa. Imagina vc! O dia todo, todos os dias, rodeado de outra espécie, fazendo “selfies” com vc, subindo em vc, passando a mão. Enche o saco!!! Mesma coisa com as refugiadas, que não tem a opção de sequer sair de lá… E isso tudo só acontece pq tem gente e muuuuuita gente q quer ver isso, por puro ego. E pagam muito bem pra isso. Um dia com os elefantes chega a custar R$ 500!

-Há mais estão gerando renda justamente pra cuidar dos animais!
-Animal saudável e feliz, é animal livre!.

…No último dia em Ayutthaya, fomos ao Elephant Village, pois ouvimos dizer que havia o floating market (mercado flutuante) ao lado. A “bad” foi enorme lá! Chegamos e vimos o “circo pra turista”. Shows com vários tipos de animais. Vimos uma Elefanta acorrentada ao filhote e quando o tratador quis chamar o filhote ele chutou bem forte a cabeça dele. Ficamos com ódio no coração! Seguimos em frente em busca do floating market, aí a surpresa… precisa pagar pra entrar no complexo e ver os “shows”: incluindo o mercado e os animais. Jacaré, cobra e outros animais no aquário, bastante machucado, dava pra ver as feridas.
Um homem todo tatuado no rosto, saiu detrás de uma cortina escura, nos chamando pra ver o show com os animais. Ficamos revoltados! Conclusão: Desistimos disso e fomos embora!

Até ouvi dizer que existem alguns lugares por aqui, onde vc pode se voluntariar para passar algum tempo cuidando de elefantes que foram recolhidos por maus tratos. Achei bem legal isso. Procurei mais precisava fazer inscrições com bastante antecedência… Enfim, sentimos de não fazer esse tipo de turismo.

TEMPLOS DE CHIANG MAI
Alugamos uma moto e ficamos por 2 dias conhecendo a cidade e visitando alguns templos e feiras de rua. O primeiro templo que visitamos foi no alto da montanha Wat Phra That Doi Suthep.

O templo é muitas vezes referido como “Doi Suthep”, embora este é realmente o nome da montanha onde está localizado. É um local sagrado para muitas pessoas tailandesas. O templo fica a 15 quilômetros da cidade de Chiang Mai. Do templo, vistas impressionantes de Chiang Mai pode ser visto.Vista do alto do Templo

A fundação original do templo continua a ser uma lenda e existem algumas versões variadas. O templo é dito ter sido fundado em 1383 quando a primeira stupa foi construída. Ao longo do tempo, o templo se expandiu, e foi feito para parecer mais extravagante com muito mais santuários acrescentados. Uma estrada para o templo foi construída pela primeira vez em 1935.
Detalhes que nos deixaram encantados!

E assim fomos seguindo por vários templos pela cidade. Turistando pelos Templos de Chiang Mai

No fim do dia fomos a uma feira noturna. Ela era ENORME, impossível ver tudo em um dia só. É tipo uma 25 de Março, só que na versão muito maior. Lá é possível encontrar de tudo: artesanatos, roupas, acessórios eletrônicos, antiguidades, tapetes, entre outras curiosidades como lentes de contato estética, tipo olho de gato e por aí vai.
Feira Noturna BEM BELEZA! 😉Jantamos pela feira. A praça de alimentação era muito diversa. Meu jantar foi espeto de frango servido no bambu e o do Murilo hambúrguer.

No dia seguinte, visitamos outros templos super lindos (são tantos que não dá pra lembrar todos os nomes)
Em cada um deles aproveitamos sempre pra meditar em profunda gratidão por estar conhecendo esse mundo tão distante da nossa realidade. Como em todos os templos que visitamos, cada detalhe impressiona na delicadeza, amor e paciência. “Coisa linda de se ver!”Pra se ter ideia, existem regiões com tantos templos, que existe uma proibição de uso de álcool. Um alerta bem evidente tanto na língua deles quanto em Inglês, afinal essa região fica exatamente na zona mais turística, o centro velho, onde fica a maioria dos Hostels, ou seja, “no fervo”. Porém o grande fluxo da cidade parece girar em torno do turismo mesmo, além das opções que já citamos, também existem passeios de ecoturismo para cachoeiras e trilhas.Fizemos um videozinho durante o passeio desse dia. Dá um play ai 😉

A noite encontramos uma rua enorme também, com o mercado mais voltado ao turista. Ou seja, PERDIÇÃO total! Era difícil encontrar algo que não gostávamos. Foi difícil manter o controle e não sair comprando tudo, mas como não queremos seguir viagem carregando peso, ou gastar dinheiro e correr o risco de faltar mais pra frente, conseguimos nos controlar. (Ufa! Juro que não foi fácil rs)

Acabamos sendo parados pela polícia. Mas, digamos que foi muito legal, pois eles são muito simpáticos com o turista. Bem diferente dos “enquadros” que estamos sujeitos no Brasil.
Tivemos que parar para abastecer a moto e no posto de gasolina existiam uns 5 tipos diferentes de combustível, pra ajudar o frentista não falava inglês. Murilo fez cara de ???, mas no fim, o frentista resolveu a situação e voltamos. Foi engraçado!

Nos despedimos de Chiang Mai, com a sensação de “volto logo”. Foi muito gostoso passear e conhecer um pouco desse local com tantos Templos espalhados pela cidade. Durante os dias que ficamos aqui, reparamos bastante o cuidado em especial dos monges com cada detalhe dos templos e monastério e com certeza vamos levar esses momentos e tantas outros na memória. Mas o sentimento que tivemos com os animais e a tribo das pescoçudas, não podemos negar que marcou de uma forma bem profunda! #Fikaareflexão

Então é isso galera! Nos vemos em breve 😉
Próxima parada: Chiang Rai.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *